Arquidiocese de Natal comemora 80 anos do jornal A Ordem

0

O jornalista Diego Amorim, de Brasília, estará em Natal, nesta quarta-feira, 09, para ministrar uma palestra sobre o ‘Presente e o futuro do jornal impresso’. A palestra acontecerá às 19h30, no Centro Pastoral Dom Heitor Sales, na Rua da Conceição, pertinho da antiga catedral, na Cidade Alta. O evento acontecerá por ocasião da comemoração dos 80 anos de história do jornal A Ordem, da Arquidiocese de Natal. A palestra é dirigida à comunidade em geral e a entrada é livre. 

Diego Amorim é jornalista formado pela Universidade de Brasília (UnB), especialista em Marketing pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), especialista em Jornalismo Multimídia pelo Centro Universitário de Brasília (UniCeub) e tem MBA em Informações Econômico-Financeiras e Mercado de Capitais pelo Instituto Educacional BM&FBOVESPA. Trabalha como repórter em Brasília desde 2004, dedicado às coberturas local e nacional. Passou pelo blog do jornalista Ricardo Noblat e pelo Correio Braziliense, antes de assumir o cargo atual de repórter do portal de notícias Fato Online. Com 30 anos de idade, acumula na carreira, além de algumas homenagens, um prêmio Esso, dois prêmios Embratel, um prêmio Líbero Badaró e um prêmio CNI de Jornalismo.

 

Jornal A Ordem

 Em 14 de julho de 1935, sob a responsabilidade da Congregação Mariana para os Moços, a Diocese de Natal lançou o primeiro exemplar do Jornal, diário, A Ordem. Antes dele, a Diocese manteve o jornal Diário de Natal, no período de 1924 a 1930.

A história de A Ordem pode ser dividida em três fases: 1935 a 1953, 1960 a 1967 e a terceira, com início em 1999 e se prolonga até hoje.

Primeira fase

A Ordem surgiu numa época em que a Igreja Católica, no Rio Grande do Norte, se preocupava com os problemas sociais, consequências da pós Primeira Guerra Mundial, com o fortalecimento do catolicismo e com a moral. No editorial da primeira edição, a direção  explica o porquê do título do veículo: “Ordem é hierarquia e é disciplina. É respeito e é autoridade. É amor sadio e é fraternidade. É, numa palavra, cumprimento exato de deveres, virtudes essas que faltam à civilização atual, cujo senso do divino, meta insubstituível da vida, se foi amortecendo a partir do Renascimento”.

Nos primeiros anos, o Jornal era dirigido por um grupo de intelectuais católicos, entre eles: Otto de Brito Guerra, Manuel Rodrigues de Melo e o professor Ulisses de Góis. A sede, onde funcionava a redação e a oficina, ficava situada na Rua Dr. Barata, no Bairro da Ribeira, em Natal.

Segunda fase

Após sete anos de interrupção, o Jornal A Ordem voltou a circular, em outubro de 1960, desta vez, como semanário. Neste período, a Arquidiocese de Natal estava sob a administração de Dom Eugênio de Araújo Sales e vivia a efervescência do Movimento de Natal.

            Em sua 2ª fase, que durou de 1960 a 1967, A Ordem passou por um período de “auge”, chegando a ganhar, inclusive dois Prêmios Esso de Jornalismo, sendo dois nacionais e um regional. Uma matéria que fez com que o Jornal ganhasse um dos Prêmios tinha como título: “Macau: terra rica de gente pobre”.

Nessa época, o Jornal chegou a ter uma tiragem de quatro mil exemplares, sendo o segundo em Natal, em se tratando de tiragem. Só perdia para o Jornal Diário de Natal. O editor chefe era Manoel Chaparro, um jornalista português. Dom Eugênio Sales o trouxe para ser editor de A Ordem.

            A Ordem parou de circular em 1967, em virtude de dificuldades financeiras.

Terceira fase

            De 1967 até 1970, a Arquidiocese de Natal ficou sem um meio impresso de comunicação. Em 1971, retomou as atividades, publicando um Boletim Informativo, produzido pelo Secretariado de Opinião Pública. Era um boletim semanal, que saía aos domingos, mimeografado a tinta, em papel ofício, dobrado ao meio, formando uma publicação de quatro páginas. Paralelamente, o Secretariado publicava um Boletim de Imprensa, na maioria das vezes diário, mimeografado em estêncil a álcool. Era uma espécie de release, remetido diariamente aos meios de comunicação da cidade.

            A partir de 1998, a recém criada equipe arquidiocesana da Pastoral da Comunicação assume a responsabilidade pela publicação do Boletim Informativo. Esse fato deu novo impulso à publicação impressa da Arquidiocese.

            Em fevereiro de 1999, a equipe da Pascom, juntamente com o então Arcebispo, Dom Heitor de Araújo Sales, resolveu trocar o nome de Boletim Informativo por A Ordem, resgatando o nome de origem.

Comemoração

            Os 80 anos de história do jornal A Ordem serão comemorados na próxima quarta-feira, dia 9, às 19h30, na Academia Norteriograndense de Letras, situada na Rua Mipibu, 443, no bairro de Petrópolis, em Natal. Na ocasião, será ministrada uma palestra com o jornalista Diego Amorim, de Brasília, sobre o ‘Presente e o futuro do jornal impresso’.  A solenidade é aberta aos sacerdotes, diáconos, religiosos, autoridades, agentes da Pastoral da Comunicação, profissionais e estudantes de comunicação social e à comunidade em geral.

            Os que desejarem participar da solenidade, devem confirmar presença até a próxima terça-feira, dia 8, através do telefone (84) 3615-2800 ou do e-mail pascom@arquidiocesedenatal.org.br.

Share.

Leave A Reply