Devoção à padroeira do Recife leva milhares de fiéis à Basílica do Carmo

Com a 322ª edição da festa de Nossa Senhora do Carmo, a Província Carmelitana deu início aos preparativos para o Jubileu Centenário da Mãe do Carmelo como Rainha da cidade do Recife e de Pernambuco. Nesta segunda-feira, 16/07/18, dedicada à Mãe do Carmelo, ápice e encerramento da festa em devoção à padroeira do Recife, milhares de fiéis acorreram ao longo de todo o dia, à Basílica do Carmo para fortalecer sua fé. A partir das 5h da manhã, as celebrações eucarísticas foram iniciadas, alternando-se de hora em hora, na Basílica e no claustro. Às 10h, o bispo auxiliar da Arquidiocese de Olinda e Recife, dom Limacêdo Antônio, presidiu a missa solene no interior da Basílica.

Dom Limacêdo Antônio, bispo auxiliar da Arquidiocese de Olinda e Recife presidiu a missa das 10h

 

Participando da missa matinal estava dona Maria das Dores de Jesus, de 87 anos, integrante do Apostolado da Oração e moradora do Alto Santa Terezinha, zona Oeste do Recife. Vestindo amarelo, cor da santa, dona Maria das Dores conta que frequenta desde a infância a Basílica do Carmo e que tem muito amor por Nossa Senhora. A devota atuou como catequista no município de Escada, Mata Sul de Pernambuco.

No meio da multidão que prestava homenagens à Santa do Carmelo, Severino Alves de Melo, de 81 anos, veio à Basílica do Carmo, com a família, por dois dias seguidos. “A minha devoção por Nossa Senhora do Carmo é grande. Todos os dias converso com ela e busco uma intimidade com Deus. Nasci católico e hoje é para mim, um dia muito feliz, pois vejo a força do catolicismo presente nas pessoas que chegam aqui, no Carmo”, conclui com sabedoria, o senhor Severino.

Neste ano, o tema da festa foi “O rosto de Maria na Evangelização da Igreja” e a Província Carmelitana do Recife apresentou aos fiéis o desafio de restaurar a imagem da santa padroeira, que necessita de reparos, conforme explica o reitor da Basílica do Carmo, frei Rosenildo  Alexandre. O reitor pede doações para o restauro da imagem e da cúpula de Nossa Senhora do Carmo, localizados no altar  principal do templo. De acordo com o reitor carmelitano, a imagem e a cúpula são datados do século 17 e foram doados aos carmelitas pela Rainha de Portugal, Dona Maria I. Segundo o frade carmelita, a estimativa de público na festa do Carmo 2018 é de mais de trezentos mil fiéis.

 

 

À tarde, o arcebispo da Arquidiocese de Olinda e Recife, dom Fernando Saburido, presidiu a solene missa campal, no pátio do Carmo. Em sua homilia, o metropolita salientou que Maria aceita ser nossa mãe e está presente em todos os momentos da vida de seus filhos, assim como fez com Jesus Cristo. Dom Fernando evidenciou que é preciso que os católicos estejam atentos para acolher os irmãos que sofrem e passam por dificuldades: “Especialmente nós, nordestinos, não podemos ficar indiferentes ao sofrimento alheio, temos de acolher e ajudar os irmãos que carecem de apoio”.

Vinícius Gabriel e seus colegas da paróquia São Pio X de Camaragibe: João Vítor, Maria Elizabeth e Víctor Tavares

No claustro da Basílica do Carmo, quatro adolescentes da paróquia São Pio X, de Camaragibe, reservaram seu tempo para prestar homenagens à Virgem do Carmelo. Fazendo pulsar mais forte a fé juvenil, Vinícius Gabriel, de 16 anos, veio para a Basílica acompanhado por seus colegas da paróquia: João Vítor, Maria Elizabeth e Víctor Tavares. Vinícius Gabriel contou que aprendeu com a sua avó a ter devoção por Nossa Senhora do Carmo. “Todos os anos, eu acompanhava minha avó na festa do Carmo, mas a minha avó faleceu e a gente tenta dar continuidade a esta tradição”, recorda o rapaz que atua como coroinha e faz parte do grupo de EJC na paróquia de São Pio X.

Após a missa, a tradicional procissão partiu da Basílica, presidida pelo arcebispo metropolitano, sendo formada pelas irmandades e confrarias dedicadas ao Carmelo, com o andor de Nossa Senhora do Carmo em destaque. A procissão arrastou milhares de fiéis e percorreu as principais ruas do centro do Recife, renovando o compromisso de fé do povo recifense com a Virgem do Carmelo. Quando a procissão retornou à Basílica, o público presente participou de show religioso no pátio do Carmo, com o padre Damião Silva e Dudu do Acordeon.

História da Basílica de N. Sra. do Carmo do Recife – A Igreja e Basílica de Nossa Senhora do Carmo do Recife teve seu início de construção no ano de 1696 e teve sua conclusão em 1767. Em 1908 o povo do Recife pede ao Papa Pio X que declare N.Sra. do Carmo Padroeira do Recife. Em 1909, no dia 16 de julho, N.Sra. do Carmo foi solenemente proclamada padroeira da Cidade do Recife e da Província Eclesiástica de Pernambuco.  Em 1919, a imagem da padroeira foi levada triunfalmente, ao Parque 13 de Maio, onde recebeu a Coroação Canônica concedida pelo papa Bento XV. Em 1920, o mesmo papa, elevou a igreja do Carmo à categoria de Basílica Menor, sendo agregada a Basílica Vaticana.  Tendo em vista a importância histórica para o povo de Pernambuco, a Basílica do Carmo se prepara para o Jubileu de 100 anos da Virgem do Carmo Coroada como Rainha da Cidade do Recife e de Pernambuco.

Diante do desgaste provocado pelo tempo, a cúpula e imagem de N.Sra. do Carmo, esta doada no Século XVII por Dona Maria I, então Rainha de Portugal, precisam urgentemente de restauros. Os fiéis devotos da Mãe do Carmelo que desejarem ajudar no restauro, podem fazer sua colaboração via depósito bancário:
Banco do Brasil – Agência: 1850-3 – Conta: 14.273-5.

Mais informações: (81) 3224-3174 e  www.basilicadocarmorecife.org.br

(Pascom Arquidiocese)

 

 

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