Dom Nereudo conhece o trabalho da Pastoral dos Migrantes e da Rede Clamor no Acre e na fronteira tríplice

O bispo auxiliar de Olinda e Recife e referencial da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) no acompanhamento à Rede Clamor, dom Nereudo Freire Henrique, fez uma visita pastoral, nesta semana, a Rio Branco (AC) para conhecer o trabalho que é desenvolvido pela Pastoral do Migrante e Rede Clamor na diocese e na fronteira tríplice Brasil, Bolívia e Peru. A Rede Clamor tem por missão trabalhar com refugiados, migrantes e combate ao tráfico humano.

Na visita, dom Nereudo conheceu uma Casa de Acolhida e Passagem de migrantes, coordenada pela  prefeitura de Rio Branco, onde são acolhidos migrantes da Venezuela, Peru e tantos países em busca de acolhimento, proteção e integração no Brasil. “Eu conheci na ponta o trabalho da Rede Clamor de acolher e estar presente na vida dos migrantes que chegam ao Brasil”, pontuou o bispo.

Levantamento da Pastoral do Migrante, criada em 2020, dá conta de que no no Acre residem aproximadamente 400 famílias, em sua maioria venezuelanas, que se firmaram neste chão amazônico e contribuem de forma significativa na economia, cultura, saberes e com sua culinária. Boa parte delas, segundo dom Nereudo, é acompanhada pelas equipes da Pastoral dos Migrantes compostas por colaboradores contratados e voluntários.

As ações realizadas pela Pastoral do Migrante se estendem desde Rio Branco, capital do Acre, até a região de fronteira com a Bolívia, nas cidades de Epitaciolândia e Brasiléia, até a cidade de Assis Brasil, fronteira com o Peru. Os atendimentos são diversificados, a depender da necessidade de cada beneficiário que chega a um dos escritórios da pastoral.

Parcerias e articulações

Desde 2022, a Pastoral do Migrante conta com apoio do Serviço Pastoral dos Migrantes e com outros parceiros, como a Cáritas Brasileira, Instituto Madre Bernarda, IMDH, ACNUR, OIM, MPT, IFAC, UFAC, para execução do trabalho nesse território acreano.

A pastoral trabalha com migrantes de origem venezuelana, haitiana, uruguaia, paraguaia, chilena,  colombiana, peruana, boliviana, bissau-guineense, somaliense, paquistaneses, indianas, vietnamitas e brasileira na dimensão da comunidade de acolhida.

Como braço acolhedor da diocese de Rio Branco, a Pastoral promove acolhimento, proteção e integração aos migrantes e refugiados, oferecendo apoio em documentação, inserção no mercado de trabalho e inclusão social, além de promover orientações sobre acesso a direitos, enfrentamento à xenofobia, tráfico de pessoas e contrabando de migrantes.

Seus membros também se inserem nos Conselhos e Comitês locais e nacionais, têm articulação com o poder público e com os órgãos regulamentadores e parceria com a Polícia Federal no atendimento à documentação e regularização migratória.

Eixos da Pastoral dos Migrantes

A Pastoral organiza sua ação a partir dos seguintes eixos: I) Acolhimento e orientação – Com atuação na produção de informações seguras, auxílio na documentação e direcionamento/elaboração do plano de vida de migrantes e refugiados; II) Promoção de Direitos – Com atuação na defesa dos direitos dos migrantes e refugiados, denunciando violações e trabalhando pela sua cidadania plena); III – Ações Sociais – Na realização de campanhas, bazare e atividades durante a Semana do Migrante para a integração social.

Busca também atuar nos eixos: Articulação – Na colaboração com os órgãos públicos locais e federais para fortalecer o atendimento a migrantes e refugiados na região do Acre); Formação – Com a promoção de capacitações permanentes e participação em encontros nacionais; e de  Incidência social e política na região amazônica e fronteiriça.

Fonte: CNBB

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