Vigília da Esperança discute Reforma da Previdência e faz memória de Dom Helder

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Cânticos, velas, orações. A noite desta terça-feira reuniu centenas de pessoas no jardim do Palácio dos Manguinhos, sede da Cúria Metropolitana, no bairro das Graças (Recife), para a 2ª 2ª Vigília da Esperança, organizada pelo Fórum Articulação de Leigos Cristãos. O encontro refletiu sobre o tema “A Reforma da Previdência” e fez memória do arcebispo emérito de Olinda e Recife, Dom Helder Câmara, que completaria 108 anos nesta data.

O evento contou com a participação de grupos, organização e movimentos populares como Tenda da Fé, Comissão da Verdade da UFPE, Instituto Dom Helder Camara (IDHeC), Movimento Mística e Revolução, Comunidades Eclesiais de Base, Turma do Flau, Encontro de Irmãos, Pastoral Carcerária, Movimento dos Trabalhadores Cristãos, Pastoral da Juventude do Meio Popular, dentre outros.

O arcebispo de Olinda e Recife, Dom Fernando Saburido, participou da vigília e destacou a i20170207_194548 (Small)mportância do protagonismo dos leigos nos processos políticos e sociais. “A Igreja conta muito com a força dos cristãos leigos para agir em defesa dos trabalhadores e dos mais necessitados e expressa isso oficialmente no documento 105 da CNBB, convocando para que sejam sal da terra e luz do mundo”, afirmou o arcebispo.

Diante das dificuldades da classe trabalhadora e das reformas propostas pelo governo, os participantes do Fórum se mantiveram motivados a ser, como Dom Helder, “a voz dos sem voz”. Segundo os organizadores, a vigília favorecia a busca interior pela força para denunciar todos os males causados ao homem, dizendo não à Reforma da Previdência.

Testemunhos de quem conviveu com Dom Helder permearam a noite de boas memórias. Também Dom Fernando Saburido partilhou seu apreço pelo Dom da Paz. “ Eu tive a honra e a graça de ser ordenado por Dom Helder, e guardo essa alegria em meu coração”, disse.

20170207_191111 (Small)A ação profética do arcebispo emérito em defesa dos mais pobres estava também presente no evento por meio da declamação de seus poemas e frases como “A fome dos outros condena a civilização dos que não têm fome”. “Dom Helder usou seus dons em favor dos pobres a quem ele chamava ‘feridos de guerra’ e cuidava deles com muito amor, um amor pela humanidade que ele traduzia no bem tratar aos que o rodeavam”, afirmou Bete Barbosa, conselheira do IDHeC.

Um dos momentos marcantes da vigília no Palácio dos Manguinhos foi a participação do Bloco da Saudade, que cantou o frevo composto por Getúlio Cavalcanti, em 1999, em homenagem a Dom Helder.

Pascom AOR

O Dom da Paz – Getúlio Cavalcanti (1999)

O Dom do Amor, o Dom da Paz, apareceu um dia
E nunca mais nos deixou, ô ô
Ah, meu Recife, quanta alegria

Seu coração guarda doçuras de um sagrado mel
Dom da Paz, tu és muito mais, és um Dom do Céu

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