Abertura 51ª Assembleia Pastoral Regional

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51ª. Assembleia Pastoral Regional

Vocação e missão da família no mundo contemporâneo

O amor é a nossa missão

 

Convento dos Frades Franciscanos, em Ipuarana,

Lagoa Seca (PB), 18/10/16

 

Caríssimos irmãos e irmãs,

 

A presença de cada um de nós realiza, visivelmente, a unidade do nosso Regional NE2, composto pelas dioceses dos estados do Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco e Alagoas. É a concretização daquela alegria que canta o salmo 132 (133), pelos irmãos e irmãs não somente estarem, mas viverem juntos, bem unidos. De fato, quem nos congrega é o Espírito do Ressuscitado, o mesmo que distribui dons e carismas tão diversos, a pessoas tão diferentes, para que todos edifiquem o Corpo de Cristo, que é a nossa Igreja. Sendo a Igreja enviada pelo Mestre a todos os confins da terra, devemos, nesta hora do pontificado do Papa Francisco, abraçar a família e todas as suas realidades.

Assim, conforme a escolha feita pelos participantes da Assembleia Jubilar, acontecida há um ano, neste mesmo auditório, a 51ª. Assembleia Pastoral Regional contempla a família como seu assunto principal, tendo como tema a questão da “vocação e missão da família no mundo contemporâneo” e o lema dizendo que “o amor é a nossa missão”. Para refletir conosco sobre temática tão instigante, conforme declarou o Papa Francisco, em sua exortação apostólica pós-sinodal “Amoris Laetitia”, foi convidado Dom João Carlos Petrini, bispo da Diocese de Camaçari – BA, muito bem entrosado com este tema, considerando que ele desempenhou, recentemente, a missão de presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Vida e a Família. A este nosso irmão, por sua generosa aceitação em estar conosco, o nosso mais vivo agradecimento.

Ao acolher cada participante bispo, presbítero, diácono, religioso e religiosa, leigo e leiga, realço a presença de Dom Francisco de Sales Alencar Batista, recentemente acolhido como bispo da diocese paraibana de Cajazeiras, integrando o colégio episcopal regional. Igualmente, nossa saudação a Dom Genival Saraiva de França, que está conosco não como vinha estando, na condição de bispo emérito de Palmares, mas atualmente como administrador apostólico da Paraíba. Acolhemos também o Mons. José Nicodemos Rodrigo de Souza – Administrador Diocesano de Guarabira, neste Estado da Paraíba.

Finalmente, para que cada um de nós perceba a importância do tema em pauta e a sua complexidade, lembro, nas palavras do Papa Francisco, que “nenhuma família é uma realidade perfeita e confeccionada de uma vez para sempre, mas requer um progressivo amadurecimento de sua capacidade de amar” (AL, n. 325). Ou seja, como ele escreveu no n. 300 da mesma exortação apostólica, é preciso nos dar conta da variedade inumerável de situações concretas de família, em nossos dias, o que exige tanta atenção de nossa parte. Por isso, como ele prossegue, é compreensível que não se devesse esperar do Sínodo ou de sua exortação apostólica uma nova normativa geral de tipo canônico, aplicável a todos os casos: “É possível apenas um novo encorajamento a um responsável discernimento pessoal e pastoral dos casos particulares, que deveria reconhecer: uma vez que o grau de responsabilidade não é igual em todos os casos, as consequências ou efeitos duma norma não devem necessariamente ser sempre os mesmos” (n. 300).

Vê-se, portanto, que é preciso termos profundidade no que propõe o Sínodo sobre a Família para que não pensemos conforme as distorções da mídia, que pretende diminuir as exigências do Evangelho: “Como cristãos, não podemos renunciar a propor o matrimônio, para não contradizer a sensibilidade atual, para estar na moda ou por sentimentos de inferioridade, face ao descalabro moral humano; estaríamos privando o mundo dos valores que podemos e devemos oferecer. É verdade que não tem sentido limitar-nos a uma denúncia retórica dos males atuais, como se isso pudesse mudar qualquer coisa. De nada serve também querer impor normas pela força da autoridade. É-nos pedido um esforço mais responsável e generoso, que consiste em apresentar as razões e os motivos para se optar pelo matrimônio e a família, de modo que as pessoas estejam melhor preparadas para responder à graça que Deus lhes oferece” (AL, n. 35). “Ao mesmo tempo devemos ser humildes e realistas, para reconhecer que, às vezes, a nossa maneira de apresentar as convicções cristãs e a forma como tratamos as pessoas, ajudaram a provocar aquilo de que hoje nos lamentamos, pelo que nos convém uma salutar reação de autocrítica” (AL, n. 36).

De antemão, minha gratidão aos que fazem esta assembleia, em seus bastidores, pelo trabalho de meses, dentre esses destaco especialmente o empenho de Dom Manoel Delson (Vice- Presidente), Dom Francisco Lucena (secretário), Pe. Agenor Guedes (secretário executivo) e sua equipe e muito especialmente a comissão encarregada de planejar e conduzir essa Assembleia, elaborando a programação e efetivando-a durante muitas horas de cansaço.

À Santa Virgem Maria, cujo Ano Mariano iniciamos no último dia 12 deste mês de outubro e ao justo São José – guardião da Sagrada Família de Nazaré, confio o bom êxito de nossa Assembleia Regional Pastoral, declarando-a aberta, com a graça de Deus.

Dom Antônio Fernando Saburido, OSB

Arcebispo de Olinda e Recife

e presidente do Reg.NE2 da

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