Mais um artigo sobre vocação escrito por Dom Genival

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Vocações leigas

A vocação à vida é universal, como dom de Deus; também é universal a vocação à santidade porque o homem e a mulher foram criados à imagem e semelhança de Deus. Pelo batismo, as pessoas recebem a graça de pertencerem à família de Deus e, em sua história, santificam-se enquanto assumem o plano de Deus a seu respeito. No último domingo de agosto, o calendário pastoral da Igreja Católica, em todo o Brasil, contempla a vocação do universo leigo. O sacerdócio batismal dos fiéis é o fundamento da sua vocação e a força motriz de seu serviço à comunidade. Na verdade, na palavra vocação está incluída uma rica e diversificada forma de resposta ao chamado de Deus; portanto, pode-se falar, apropriadamente, de vocações e isso é claramente visível no mundo dos leigos.

Como em qualquer outra, na vocação dos leigos e leigas, além da face de autorrealização, está presente a dimensão do serviço. As paróquias e comunidades são os palcos e cenários onde os leigos vivem sua vocação e prestam seu dedicado serviço. “O leigo não desempenha uma atividade específica. Ele pode atuar no mundo da política, da educação, dos meios de comunicação social, da economia, da realidade social, da cultura, das ciências, das artes, da realidade internacional, entre outros. Sua tarefa é transformar tudo isso conforme o projeto de Jesus Cristo, construindo o Reino de Deus na história, criando fraternidade. Além dessa presença ativa no mundo, o Espírito Santo distribui entre os leigos dons e carismas para servirem mais diretamente à comunidade eclesial, através dos ministérios. Exemplo: catequese, liturgia, ministério da Eucaristia, da palavra, do canto, da saúde, da promoção social, entre outros”. Como se vê, o leigo vive sua vocação, no mundo, na “cidade”, cuja referência pode ser o “mundo da política”, e na comunidade eclesial, cujo exemplo pode ser a catequese.

O Mês Vocacional destaca o serviço prestado por catequistas às famílias e às comunidades. Com efeito, desde os primórdios da Igreja, homens e mulheres, adultos e jovens, como catequistas, cumprem a evangélica missão de anunciar Jesus Cristo. Por isso, um católico tem uma grande estima pelo catequista que o iniciou e acompanhou em sua caminhada cristã; por sua vez, as comunidades reconhecem, de forma agradecida, que o serviço dos catequistas está na base da vivência religiosa e do testemunho cristão dos fiéis. O registro mais importante dessa presença é a do coração das pessoas porque é mais eloquente do que aquele de certificados, fotos e vídeos.

Dom Genival Saraiva

Administrador Apostólico da Arquidiocese da Paraíba

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