Arquidiocese promove reunião sobre a implantação de um novo modelo de unidade prisional em Pernambuco

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O arcebispo da Arquidiocese de Olinda e Recife, dom Fernando Saburido vai realizar uma reunião com as autoridades de segurança pública de Pernambuco, para tratar sobre a implantação de um novo modelo de unidade prisional da Associação de Proteção e Assistência aos Condenados (APAC). O encontro vai acontecer no auditório da Cúria Metropolitana, no bairro das Graças, na próxima sexta-feira, dia 6, das 14 horas às 16 horas.

O modelo visa à ressocialização adotada pela APAC, através da humanização e integração social, incluindo fatores de reinserção na sociedade, seja no trabalho, na vida religiosa, na comunidade e no relacionamento com as pessoas. De forma que os presos, possam ser acompanhados por profissionais capacitados e façam parte das ações promovidas na comunidade de ressocialização.

A proposta da APAC é adotar esse modelo inovador na região de Vitória de Santo Antão, no interior do estado de Pernambuco, onde pretende recuperar os presos sentenciados, ou seja, os que estão nas penitenciarias de todo o estado de Pernambuco.

Durante a reunião com as autoridades de segurança pública, dom Fernando Saburido vai falar sobre a preocupação da Igreja em relação à situação encontrada nas unidades prisionais do Estado e a violência vivenciada na região e também, trazer à discussão para as autoridades estaduais, para atuarem de forma humanizada e cristã em um novo sistema prisional.

Na ocasião, o arcebispo metropolitano vai fazer sua reflexão sobre o assunto e sugestões, depois será exibido um filme do sistema prisional modelo adotado no estado de Minas Gerais.  Em seguida, haverá testemunhos de representantes da justiça, sobre a experiência de ter vivido 12 dias do na Unidade Prisional da APAC, em Minas Gerais. Logo depois, o promotor de Justiça da 2ª vara de execução penal de Pernambuco, Marcelo Ugoette, vai falar sobre a possibilidade de implantar o sistema inédito em Pernambuco.

APAC-  Aplica uma metodologia inovadora e eficaz, capaz de dissipar as ‘mazelas das prisões’, ressocializar os condenados e inseri-los na sociedade. Todos os recuperandos são chamados pelo nome, valorizando o indivíduo; Individualização da pena; A comunidade local participa efetivamente, através do voluntariado; É o único estabelecimento prisional que oferece os três regimes penais: fechado, semiaberto e aberto com instalações independentes e apropriadas às atividades desenvolvidas; Não há presença de policiais e agentes penitenciários, e as chaves do presídio ficam em poder dos próprios recuperandos; Ausência de armas; A religião é fator essencial da recuperação; A valorização humana é a base da recuperação, promovendo o reencontro do recuperando com ele mesmo; Os recuperados têm assistência espiritual, médica, psicológica e jurídica prestada pela comunidade.

Contatos da Assessoria de Comunicação da Arquidiocese de Olinda e Recife.

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