Arquidiocese de Maceió realiza Assembleia de Pastoral com base no Jubileu da Misericórdia

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O Jubileu extraordinário da Misericórdia tornou-se base para as reflexões propostas na 17ª. Assembleia de Pastoral da Arquidiocese de Maceió, durante os dias 19 e 20 de novembro de 2015, realizada no Seminário N. Sra. da Assunção, na capital alagoana. Com evidência do Sacramento da Reconciliação e Penitência, os presentes lançaram propostas de estratégias pastorais para a vivência do Ano Santo.

Para iniciar as atividades, a primeira conferência abordou sobre a bula de proclamação do Jubileu “Misericordae Vultus” e as diretrizes para a celebração do mesmo. A explanação foi dividida em três partes, tendo o intuito de contextualizar a assembleia nas propostas do Papa Francisco e do Pontifício Conselho para a promoção da Nova Evangelização. A segunda palestra tratou então da Penitência como expressão da Misericórdia, procurando assim mostrar a prática do Sacramento da Reconciliação e assim buscar ações de como melhorar a pastoral do mesmo.

DSC_0372“O sacramento da penitência é considerado por muitos como o primo pobre. Precisamos pensar em novos métodos para valorizá-lo em nosso meio”, afirmou Pe. José Luciano Duarte, responsável pela conferência. O sacerdote mostrou como o sacramento foi se desenvolvendo com o passar dos séculos e se adaptando a novas realidades. “Antes era só administrado uma única vez, posteriormente, infinitas”, disse.

 Com as reflexões feitas, os diversos clérigos e leigos participantes das pastorais, movimentos e grupos da Igreja foram divididos em áreas e setores para sugerirem propostas para a melhora da vivência do sacramento da Penitência e também definir estratégias para o Ano Santo.

Em nível arquidiocesano ficou acordado de se promover o jubileu por categorias: famílias, jovens, crianças, idosos, consagrados, sacerdotes e retornar as Santas Missões Populares com celebrações, confissões, visitas e trabalhos de conscientização da vida eclesial. Para as Paróquias, viu-se a sugestão de se fazer um caminho de preparação para o sacramento da penitência, seja de semanas ou meses, para trabalhá-lo com estudos dirigidos, subsídios, panfletagem, promoção de momentos para confissões, entre outros. Além disso, colocou-se a proposta de se fazer peregrinações dos setores e áreas pastorais à Catedral, local da Porta Santa jubilar na Arquidiocese.DSC_0336

Dom Antônio Muniz, arcebispo metropolitano, afirmou que é da Catedral que partirá qualquer iniciativa do Ano da Misericórdia. No dia 20 de dezembro, a Porta Santa, a do lado esquerdo, será aberta para receber os fiéis durante o Jubileu. “Teremos uma agenda com padres que estarão disponíveis, em horários determinados, para o sacramento da penitência. E, para marcar este Ano Santo, um confessionário bonito será colocado de forma visível na Catedral”, destacou o prelado.

 “O Ano Santo é um ano santificador, onde aquilo que é atributo de Deus passa a ser propriedade das pessoas e dos sacerdotes. O desejo do coração do pastor é estendido para que as ovelhas recebam benefícios. Na bula Misericordiae vultus encontramos o apelo para que sejamos santos. É como se a Igreja tivesse uma reserva, algo de muito precioso que tem para distribuir”, concluiu o arcebispo na celebração de encerramento.

Texto: Pe. Rodrigo Rios / Jornalista 1037Mte AL || Fotos: Wagner Oliveira / Pascom Maceió

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