Bispos Referenciais do Laicato discutem projetos para o próximo quadriênio e contribuições ao texto de Estudo 107

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Por Tereza Brasil   

A Comissão Episcopal Pastoral para o Laicato da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) realizou no Centro Cultural Missionário (CCM), em Brasília (DF) de 06 a 08 de outubro, a oitava edição do Seminário, que reuniu os bispos referenciais para o laicato e representantes dos diversos segmentos que a Comissão representa.

O encontro foi dedicado ao estudo do Texto 107A da CNBB, “Cristãos Leigos e Leigas na Igreja e na Sociedade” e na análise e encaminhamento dos projetos para o quadriênio 2015-2019. Participaram também representantes da Comissão Ampliada das Comunidades Eclesiais de Base (CEBs), do Conselho Nacional do Laicato do Brasil (CNLB), do Curso de Formação Política (CEFEP), associações e novas comunidades.

A diretriz aplicada ao estudo do Texto 107A foi reforçar a contribuição que o leigo pode oferecer e propor melhorias. Para dom Severino Clasen, bispo da diocese de Caçador (SC) e presidente da comissão, os cristãos precisam assumir seu papel. “O leigo não é cumpridor de tarefas na Igreja, ele não pertence à Igreja, ele é a Igreja. Precisa abraçar sua vocação pela força que o batismo lhe confere. ”

A principal premissa do estudo no Seminário foi questionar quais mecanismos precisam ser desenvolvidos para que o leigo de fato se torne protagonista na sociedade e na Igreja. De acordo dom Severino, cabe à Comissão do laicato criar essa consciência e despertar a responsabilidade para que o leigo se torne sujeito dessa transformação.

A aproximação da Comissão do Laicato da CNBB com o Conselho Nacional de Leigos e Leigas tem sido importante para que as mudanças necessárias aconteçam, afirma a presidente, Marilza Schuina.  “Devemos nos portar como sujeitos eclesiais em constante ação no mundo como Igreja.”

A expectativa da Comissão é que em 2016 o tema central da próxima Assembleia Geral do episcopado o texto de estudo 107A possa ser transformado em documento da CNBB. Marilza ainda destaca, que “o Seminário propiciou o fortalecimento da organização do laicato, e isso nos dá esperança de que mudanças essenciais aconteçam”.

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